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  Artigos: 26.11.09 A interdisciplinaridade na Prática Docente
Posted on Sexta, novembro 27 @ 01:33:09 BRST by neimar

Geral
Na aplicabilidade não dogmatizada do conceito interdisciplinaridade na prática docente moderna, para além da tradição pedagógica, segundo o que afirma Jairo Gonçalves Carlos [1], é possível entender que interdisciplinaridade é um nível de interação entre disciplinas, e distingue-se, segundo Japiassu [2], por uma presença axiomática nas cátedras do processo de desenvolvimento estudantil do discente numa hierarquia de valores conexas a um determinado grupo de matérias. Artigo completo em leia mais...


Objetivamente, interdisciplinaridade é a coordenação de  áreas de conhecimentos em que há cooperação e diálogo entre elas para além de indeterminadas problemáticas do processo cientifico, ou educacional, não obstante de um nível hierárquico, referente aos objetivos, de forma suficientemente superior, que faça essa coordenação. Necessariamente nas atitudes interdisciplinares, deve-se integrar disciplinas compartilhando conhecimentos e experiências para se alcançar uma meta comum na consistência da prática de ensino.
Para o professor, a interdisciplinaridade deve ser uma prática que ultrapasse a carência de logística, não estacione na improbidade administrativa, bem como nos paradigmas epistemológicos do contexto escolar. A interdisciplinaridade não dilui áreas de conhecimento e sim, promove a aproximação e articulação das atividades escolares com professores a alunos, incluindo também, pais e outros profissionais da educação que estejam diretamente envolvidos no meio estudantil, de forma que os mobilize na comunidade escolar numa proposta de  partilha e, cooperação na ação conjunta de professores visando o objetivo da comunidade escolar, criando condições de possibilidade diante das alternativas no contexto dos desafios da escola. A grande proposta é o aprimoramento na ação coordenada da prática docente desenvolvendo competências, habilidades, métodos no emprego da pedagogia centrada no trabalho educacional amplo e com diferentes empregos de conhecimentos em foco unificador e, de forma alguma, a descaracterização de disciplinas.  Ao contrário, é justamente na disciplina que ela nasce. Muito mais que destruir as barreiras que existem entre uma e outra, a interdisciplinaridade propõe sua superação [3]. Outrossim, a fase de planejamento ou coordenação, exige um trabalho em equipe, profundo conhecimento dos problemas escolares compartilhados pelos docentes e por suas experiências pedagógicas. Empenho na execução do projeto pedagógico da escola e, quando não houver, incentivar sua implantação.
Na formação do professor interdisciplinar deve-se estar atento à necessidade de se dinamizar a prática da aprendizagem, transformando Modus operandi no desempenho profissional e a própria metodologia de pensar a profissão de educador, afim de que o conhecimento nos intentos do especialista, por mais profundos que sejam, bem saiba ele, jamais estarão completos.
O professor interdisciplinar é capaz de planejar, em conjunto, um currículo que explora elos e possibilidades de trocas entre as disciplinas. Através do currículo ele exerce uma interação com as demais disciplinas do currículo. Além disso, ele recorre a diferentes fontes de conhecimento e experiência [4].
Tecnicamente, o professor interdisciplinar não tem dificuldades em fazer perceber competências, sejam teóricas, sejam práticas de sua disciplina que é base para articular seus conhecimentos com outras áreas de conhecimentos. Na prática pedagógica, o professor interdisciplinar aplica relações da associação em suas atitudes, que são interdisciplinares, fundamentando a expressão nas parcerias com cooperação de outras disciplinas. Aliás, parceria é uma noção considerada princípio da prática interdisciplinar.  Em sala de aula, o professor interdisciplinar deve ser capaz de estimular a curiosidade dos alunos, criar oportunidades de aprendizagem interativa, possibilitar descobertas e novas experiências [5].
Há uma necessidade de descobertas mútuas, como meio de renovação da visão da pedagogia tradicional, na percepção dos aspectos das dimensões da intenção de experimentar outras formas de pensar interdisciplinarmente. O professor interdisciplinar no exercício de rever as suas práticas pedagógicas vai transgredir limitações na busca de novas fontes de conhecimento que são insuficientes em si mesmas, complementando a própria especialização.
Construir um conceito de interdisciplinaridade pode vir a gerar mais conflitos que harmonia. Isso, geralmente ocorre porque cada pesquisador o faz de acordo com sua área de atuação especifica e o submete à avaliação de especialistas provenientes de outras áreas que ainda não auto perceberam-se na convergência interdisciplinar. Mas não é impossível a construção do conceito.
O primeiro passo é o desafio de eliminar barreiras entre as disciplinas. Há que se romper o  tradicionalismo , estático, rígido que está distante do horizonte das crianças e adolescentes e adultos em fase estudantil, isto é, precipitar-se em ações que exijam uma postura abrangente. Isso significa ultrapassar fronteiras que caracterizam uma noção rasa da especificidade conceitual de uma área de conhecimento. O que deve-se seguir depois da transposição rumo aos novos horizontes de interdisciplinaridade é a atualização, proposta a todos os professores.
Diante de um novo panorama, na construção de um conceito de interdisciplinaridade, é preciso  conjuntividade entre os agentes das práticas docentes. Necessariamente, é preciso construir ci joint constantemente e, deixar o conceito aberto sem dogmatizá-lo para que outros também colaborem futuramente. O diferencial, no caminho da interdisciplinaridade, é buscar informações e formação em fontes que não sejam restritas apenas à área do professor especialista. Capacitando-se na argumentação e no diálogo entre professores das mais diversas áreas de formação e refletindo, inferindo, pesquisando, se o aluno posta-se estimulado a questionar determinadas realidades, e após tais constatações, o professor estará em condições de abarcar conhecimento de causa suficiente para contribuir na construção, e porque também não dizer, desconstrução de conceitos de interdisciplinaridade. O ato da construção de um conceito de interdisciplinaridade é pensar novas concepções de ensino e aprendizagem, desprendendo-se de verdades absolutas, lançando-se na interação aberto às novas perspectivas para os próprios conceitos e  pré-conceitos na elaboração dos pensamentos, questionando os porquês, partindo da dúvida, colocando em check determinadas  verdades da prática docente.
Partindo da interação entre disciplinas como conceito de interdisciplinaridade no ensino entendemos que é uma proposta que nos orienta na prática docente, enriquecendo-nos de competências e habilidades em temas que em associação com outras disciplinas constituem fatores que favorecem o desenvolvimento escolar.
Na perspectiva escolar, a interdisciplinaridade não tem a pretensão de criar novas disciplinas ou saberes, mas de utilizar os conhecimentos de várias disciplinas para resolver um problema concreto ou compreender um fenômeno sob diferentes pontos de vista. Em suma, a interdisciplinaridade tem uma função instrumental. Trata se de recorrer a um saber útil e utilizável para responder às questões e aos problemas sociais contemporâneos [6].
É viável a interdisciplinaridade dentro da ótica utilitarista no desenvolvimento de uma perspectiva instrumental. A prática da interdisciplinaridade como partilha e encontro superando barreiras didáticas sintonizam professores e alunos na solução de impasses de ordem não só pedagógicas e metodológicas, mas também grandes problemas de ordem social provenientes de uma formação deficitária.

FONTES:
CARLOS, Jairo Gonçalves. INTERDISCIPLINARIEDADE NO ENSINO MÉDIO: DESAFIOS E POTENCIALIDADES
JAPIASSU, Hilton. INTERDISCIPLINARIDADE E PATOLOGIA DO SABER. Rio de Janeiro:
Imago, 1976 p. 220 ( Obs como consta na apostila ).
JOSÉ, Mariana Aranha Moreira. INTERDISCIPLINARIDADE: AS DISCIPLINAS E A INTERDISCIPLINARIDADE BRASILEIRA.
GARCIA, joe Universidade Tuituti do Paraná. REPENSANDO A FORMAÇÃO DO PROFESSOR INTERDISCIPLINAR. Formação de Professores GT 8

NOTAS:
[1] CARLOS, Jairo Gonçalves.
[2] JAPIASSU, Hilton.
[3] JOSÉ, Mariana Aranha Moreira.
[4] GARCIA, Joe p.6
[5] GARCIA, joe p.7
[6] CARLOS, Jairo Gonçalves p. 6


Nota: Por Rogério dos Prazeres e Ricardo Higa.


 
 

 
 
 
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