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<title>WEBBIBLIO UCDB</title>
<link>http://localhost/webbiblio3/</link>
<description>Portal gratuito para consulta e cadastro de fontes bibliográficas dos acadêmicos da Universidade Católica Dom Bosco - UCDB. Campo Grande - MS - Brasil.</description>
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<title>Alteridade e Multiculturalismo</title>
<description>Obra coletiva organizada por Antônio Sidekum que trata das fronteiras que a história da filosofia está avançando atualmente. Obra fundamental como proposta de superação de ocidentalismo grego predominante na filosofia e que defende o pressuposto de que a monoculturalidade filosófica tem servido de instrumento de dominação.</description>
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<title>Saúde e Doença: um Olhar Antropológico</title>
<description>Entre cientistas e bruxos

Introdução.
O texto reflete sobre a questão do método na analise antropológica da doença que visa entender como têm sido concebidos ou construídos os objetos de reflexão que usualmente são atribuídos a essa especialidade antropológica.
É certo que, empiricamente, os t5emas abordados pela antropologia médica são bastante diversos e poderiam ser classificados em varias outras subáreas disciplinares: antropologia do corpo, da pessoa, do mal, do desvio, simbólica, cognitiva, política, da ciência, da doença, do direito e da religião.
Este texto traz informações preciosas sobre a morfologia e fisiologia de uma comunidade cientifica emergente oferecendo em extenso levantamento dos “domínios” por ela reivindicados; E um bom guia para uma analise preliminar do movimento mais global que, em termos das escolhas temáticas e metodológicas, vemos desenrolar-se nesse subcampo da antropologia social.</description>
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<title>Os Corpos Intensivos: sobre o estatuto social do consumo de drogas legais e ilegais</title>
<description>Nos últimos anos por problemas sociais econômicos, políticos ou talvez moral o tráfico e consumo de dragas vem crescendo absurdamente dentro de nossa sociedade atingindo jovens e adultos sem  escolha de raça, cor ou crença.
No decorrer dos tempos a ciência médica juntamente com a psicológica vem estudando porque o ser humano diante de situações como falta de dinheiro, problemas familiar, falta de afeto levam ao consumo indiscriminado de drogas e como o homem ao longo dos tempos conseguia viver sem drogas talvez seria por questões morais apenas.
Com toda essa situação deve-se levar em conta a questão do uso de drogas legais as que são prescritas pelos médicos que talvez poderia ter colaborado e desencadeado esse consumo por intermédio de medicamentos como anoréticos em busca do corpo perfeito,os anabolizantes em busca de massa corporal e os estimuladores sexuais em busca do prazer prolongado, tem também os hábitos tão comuns na sociedade que é a ingestão de bebidas alcoólicas, café e tabaco.
O consumo de certas substancias, hoje denominadas drogas com propósitos não apenas medicamentosos parece ter sido, portanto, experiência tão antiga quanto difundida na sociedades humanas e, pelo que se sabe,foi somente nossa sociedade que declarou guerra a certos tipos dessas substâncias.
 Diante disso, cabe ressaltar que a diferenciação entre drogas legais e ilegais tem importância médica que muitas vezes usa uma tática mais significativa de analgésicos e tranquilizantes diante de situações de cura ou cessação da dor diante de doenças graves que reduzem os liminares de sofrimento.
Nesse sentido o médico se vê entre duas faces de duas categorias de toxicômanos, a primeira ele prescreve drogas que criam hábitos, a segunda ele dispensa cuidados para tratar de pessoas que se intoxicam por conta própria.
Apartir do que acaba de ser exposto que as drogas se colocariam como questão de vida e de morte,cremos ter podido apresentar alguns indícios que acreditamos ser um fortalecimento no sentido de evitar o caminho enganoso, fácil e cômodo e ressaltar que á vida deve durar em extensão.</description>
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<title>Doença, Sofrimento, Perturbação: Perspectivas Etnográficas</title>
<description>Marcas No Corpo: gravidez e maternidade em grupos populares.
 Este estudo tem como objetivo analisar alguns dos significados sociais atribuídos aos eventos biológicos da reprodução, busca descrever a gravidez e a maternidade, que são temas antropologicamente relevntes, que abragem dimensões que vão além do fator biológico, englobando também os fatores culturais, sociais, histórico e afetivo. Estende-se, nesse sentido, que a grvidez e a maternidade não devam ser fenômenos estudados separadamente. 

Corpo e Gênero: Construções Sociais e Objetos Antropológicos.
  A sensibilidade, os sentimentos e os afetos, tomados em geral como dados naturais ou biológicos, têm sido de estudo das áreas humanas com o intuito de demonstrar as dimensões sociais, históricas e culturais destes fenômenos. Ao mesmo modo, as concepções de saúde, doença e corpo, os quais em geral são percebidos como noções meramente biológicas, tmbém têm sido apontadas como construções sociais. A este respeito, a contribuição fundamental da antropologia consiste em demostrar que qualquer apreensão do que seja a natureza já é feita com base em um universo cultural.
 A caráter socilamente construído da gravidez e da maternidade é ilustrado pela diversidade de significados que podem assumir dentro de uma mesma sociedade ou em sociedades distintas, ou seja, cada cultura trata a gravidez e a maternidade de uma forma distinta. 

Considerações acerca da Cultura Popular: Domínio Público e Privado.
 A cultura popular não constitui dimensão completamented autônoma, uma vez que se pode tomar elementos de outros universos para compor determinada visão de mundo. Outra particularidade fundamental da cultura popular mencionada é a heterogeneidade. Qualquer sistema cultural apresenta diversidades e tensões internas, que deverão ser consideradas pelo Antropólogo. Sendo assim, é preciso ter claro que a cultura de um grupo é produzida historicamente em condições sociais e materiais específicos. Desta perspectiva, constata-se que há atribuições distintas assumidas por homens e mulheres para que haja a reprodução social. O homem é responsável pelo sustento da familia e a mulher tem tarefas que consistem primordialmente em cuidar dos filhos, do marido e das atividades domésticas, verifica-se que a construção da identidade feminina nos grupos populares, parece estar precocemente associada à esfera doméstica.

Identidade Feminina e Reprodução
  Alguns trabalhos antropológicos têm destacado o papel fundamental que a capacidade reprodutiva assume na construção da identidade feminina nos grupos populares. Segundo estas experiências , a identidade feminina, nos grupos populares, está vinculada ao desempenho do papel de mãe e de esposa. A gravidez também têm importância na construção da identidade feminina.

Contraponto
  No universo de pesquisa têm se verificado, por meio das observações e dos relatos sobre o cotidiano no período da gestação, diferentes práticas e percepções das mulheres quanto à gravidez. As informações fazem recorrentes comentários acerca das alterações emocionais e físicas associadas diretamente à gestação. O cresciemnto da barriga instaura de forma marcante o estado de gravidez. A cada mês que passa a barriga da mulher vai crescendo, com essa mudança, há certos momentos que as mulheres se acham lindas  e outras vezes se acham horríveis.
 Para melhor compreensão de como as mulheres dos grupos populares experienciam suas gestações, é preciso ter clareza acerca de algumas concepções que elas têm sobre seus corpos, a saber: que cada corpo é único, e que as experiências podem variar de uma gestação para outra.

Corpo: Uma experiência familiar
 Vitória (1992) trata representações sociais de algumas mulheres dos grupos populares acerca de seus corpos e de seus aparelhos reprodutores, a partir de desenhos e das explicações fornecidas sobre estes últimos. Ela aponta que as mulheres percebem seus corpos como únicos. Contudo, há um repertório difundido de crenças acerca dos significados destas alterações corporais, confirma-se que as mulheres vivenciam mudanças em seus estados emocionais.

O sexo do bebê
  Juntos as concepções própias a este grupo acerca de seus corpos mostram-se as elaboraões mágicas que tentam explicar certos fenômenos. Deve-se ter em mente que as crenças falam das pessoas que as anunciam  enão do mundo. Fundamentando-se nas crenças coletadas, torna-se possível constatar-se dois aspectos: as alteraçõesemocionais e corporais são observadas e fornecem base empírica para as explicações elaboradas pelas mulheres e seu grupo. Mesmo a maioria das mulheres tendo feito acompanhamento pré-natal, apenas duas fizeram ecografia por terem corrido risco de aborto espontâneo. Assim, eram utilizados a crença como outro método para a descoberta do sexo da criança. 

Parto e Pós Parto
  Nesta parte do trabalho, far-se -a o registro de alguns dados coletados com relação ao parto e ao pós parto, esperando que futuramente venham a ser analisados, pois revelam interessante enfoque de estudo. A maioria dos partos relatados foi normal e ocorreu em hospital. Ao narrarem seus partos, as mulheres citavam dois novos sujeitos : os médicos e os enfermeiros. o interessante é que nenhuma das mulheres entrevistadas estava acompanhada do marido durante o parto. A expectativa delas era de que, se vissem o parto, os homens desmaiariam. Ao contrário do que Salem (1985) e Almeida (1987) encontram ao analisar casais de camadas médias da década de 80 ,que se propunham vivenciar conjuntamente a gravidez e o parto, neste universo pesquisado o marido parece não assumir papel muito ativo.

Marcas no Corpo
  As marcas inseridas no corpo pós as experiências da gravidez, do parto e aleitamento parecem deixar, no corpo das mulheres, o registro da função social considerada ideal neste universo simbólico. Sendo assim, sem maiores constrangimentos, as informantes abrem a calças, levantam as blusas para que as pesquisadoras vejam as inúmeras estrias na barriga e nos seios. Em apenas um caso, a mulher diz estar traumatizada da cesariana da emergência a que foi submetida.

Cuidados do Corpo em Vila de Classe Popular
   O presente trabalho faz parte de etnografia em andamento em uma vila na periferia de Porto Alegre. A população do local é extremamente necessitada e apresenta significativo índice de analfabetismo. Os moradores que se encontram em ascensão econômica ou que convivem com pessoas pertencentes e outra classe social fazem esforços par diferenciar-se daquela parcela mais marginalizada. Uma das representações de tais esforços é a necessidade de aparentar limpeza na casa. 

Noções e Cuidados com o Corpo
  Os cuidados com o corpo apresenta práticas específicas na poupulação da vila dique. A higiene pode ser notada como um exemplo. algumas delas são transmitidas oralmente através das gerações, questão cultural. Neste sentido, avós não permitem que suas filhas ou noras deêm banho diários nos bêbes, em razão do corpo quente com a água fria. Da mesma forma, muitas mulheres cuidam para não molhar os pés. O medo da exposição do corpo a umidade expressa  a idéia de fragilidade da pele como invólucro corporal. Práticas de resguardo também são encontrados na Vila Dique. 

Exteriorização da Doença: Doenças de Pele e Cabelos

 Devido a precariedade da condições ambientais e a contiguidad das habitações favorecem a alta incidência de escabiose e pediculose. Os moradores da Vila Dique parecem não aceitar que as doenças mais comuns são oriundas das condições de moradia e higiene, para eles essas enfermidades são consequências de características ambientais naço manipuláveis no cotidiano.

Práticas de Prevenção em Saúde
  Diferentemente daas prevenções fornecidas pela Biomedicina, para os grupos de baixa, as concepções de prevenção de doença obedecem a uma lógica de associações em que é necessário acionar recursos rituais  e simpátias, ou melhor, ao contrário de noções biomédicas, as atitudes preventivas baseiam-se nas realizações de certo número de passos rituais nem sempre envolvidos na medicalização.

Medicamento com cidado em Saúde
 Os moradores da Vila Dique que se dirigem à consueta médica fazem-no frequentemente, com a mesma perspectiva de outros grupos de baixa renda quando procuram este recurso : a resolução de um sistema. O principal notivo de procura do médico é o sintoma dor uma vez que a mesma significa experiência negativa. No momento em que ela desaparece não há mais motivo para consultar, ou seja, a expectativa em relaçõa a consulta médica é necessariamente de aquisiçã de medicamentos. Para os grupos populares, os efeitos dos medicamentos dependem de muitos fatores, como mercadoria simbólica, uma vez que tornam concreta.Uma entidade abstrata e vaga como a saúde. No que concerne a sua forma de ação, os medicamentos passam por entendimentos diferentes que estão associados às interpretações sobre o corpo. É o caso dos anticoncepcionais orais, por exemplo: o processo de inibir a ovulação que este medicamento realiza é fantasiado de outras maneiras por este grupo. Outro exemplo, é os vermífugos, que do ponto de vista da população, tem uma eficácia maior do seu efeito depende das fases da lua. Para estes moradores, o manejo das medicações obedece a uma lógica paticular, a qual não segue os referenciais da biomedicina. estes exemplos de atitudes em relação as práticas de cuidados corporais na Vila Dique.</description>
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<title>Concepções de Doença: o que os serviços de saúde têm a ver com isto?</title>
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<title>O Ethos Masculino e o Adoecimento Relacionado ao Trabalho</title>
<description>O material etnográfico a ser realizado neste texto provém de entrevistas realizadas com um grupo de trabalhadores afastados de suas atividades laborais por doenças e acidentes relacionados ao trabalho por período superior a cinco meses.
A capacidade e as habilidades  para o trabalho - em especial, aquele duro e pesado - são elementos constituintes importantes do 'ethos masculino' nas classes trabalhadoras. Neste âmbito, por um lado, configuram-se as condições que permitem o exercício do papel função de 'pai provedor' desempenhado no espaço da casa, ou seja, do privado, da família, do feminino e do infantil.
Quando o trabalhador homem adoece ou se acidenta, em razão de seu trabalho, confronta-se com uma situação de incapacidade para o exercício desse labor, o que, muitas vezes, destrói as possibidades de retorno a sua atividade habitual; por conseguinte, a enfermidade, ao retiró-lo do espaço público e masculino do trabalho, o remete para o espaço do privado, do feminino. Nesse momento o trabalhador enfrenta uma ruptura de identificação, ou seja, passa a pôr em xeque os elementos constituintes do que está definido socialmente e internalizado como 'ser homem' e 'ser trabalhador'.
A discussão nos quatro encontros realizados girou em torno das modificações ocorridas, desde o adoecimento do trabalhador, no cotidiano da vida destes, nas concepções que faziam sei trabalho, da saúde, das relações saúde/trabalho e de ordem familiar.
A vivencia do afastamento do trabalho determina sofrimento subjetivo, pois implica sentimentos de impotência, vergonha e isolamento. Podemos enterder este sentimento, com base na compreensão do rompimento de elementos de identificação ligados ao trabalho no momento do afastamento do empregado pela incapacidade consequente ao acidente ou doença.
A identidae é definida por Costa(1989:83) como produto dos papéis que o indivíduo assume no desempenho social. Esse conceito é fundamental para compreendermos o sofrimento adivindo do afastamento do trabalho.
No imaginário social desse grupo de trabalhadores-para o qual a virilidade, a forçae a convivência com o perigo são importantes traços constituintes da identidade-, o lugar de quem adoece e não trabalha é a casa e o sentimento de exclusão do grupo é extremamente marcante.
As repercussões do afastamento do mundo do trabalho pela incapacidade causada por acidentes ou doença do trabalho têm repercussões nítidas nos referenciais de gênero, segundo afirma guedes:
Sob ese ângulo avaliavam que, após acidente ou doença incapacitante, tinham se modificado substancialmente, aparecendo com freqüência frases como 'eu não sou o mesmo homem' e outras versões daquela destacada acima, ligando, nitidamente, as condições de homem e trabalhador, através do operador corpo masculino. (Guedes, 1992:30)
A metáfora utilizada pelo grupo foi 'a casa cai', ou seja, a casa-que se sustenta na divoisão dos papéis sociais -cai quando o homem passa a ocupar lugar indefinido para ele no ambiente familiar. Em alguns casos, a mulher passou a trabalhar e, em outros, o homem sentiu falta da autonomia da esposa. 
O espaço do privado, para o qual o trabalhador o homem é remetido no momento da doença, faz com que os condicionantes da denominação masculina revertem em dependência do feminino.
Os trabalhadores ao adoecerem, passam a ser 'marcados' nos grupos de origem; cria-se uma ideologia da culpabilização imposta, com o isolamento dos indivíduos que se acidentam. As empresas, mediante as chefias diretas e os serviços médicos, utilizam-se desta 'ideologia da culpabilização individual' e reforçam o isolamento do trabalhador como forma de ocultar as codições de risco sob as quais se da o trabalho em questão.
O Estado, por meio da Previdência Social e de seus peritos, na visão dos trabalhadores, tem por função pôr em dúvida a incapacidade e o nexo causal da doença ou acidente.
A suspeita colaca os trabalhadores em posição sujetiva complicada, pois ao mesmo tempo que é difícil aceitar o fato de estar doente, os trabalhadores têm também que provar a sua incapacidade, uma vez que dependem de julgamento favorável do perito para ter acesso aos direitos constitucionais.
O sentimento comum aos trabalhadores, no que diz respeito as empresas, é o de trição; passam a utilizar expressões de autodesvalorização e freferm ter sido transformados em 'coisas descartáveis', 'peças estragadas e facilmente repostas'.
A estreita relação que se impõe entre ser trabalhador, ser homem, ser pai e responsável pelo sustento da família, como condições constituintes da identidade, do ethos, ou ainda, do habitus masculino, fazem da vivência da doença e – em particular, no grupo analisado- da incapacidade, com origem no trabalho, uma vivência de sofrimento.
O trabalho tem função estruturante na sociedade; portanto, conforma os indivíduos nos seus vários aspectos, dentre estes “os gêneros”, que também se estruturam a partir da divisão sexual e social do trabalho. Quando momentos de ruptura são experienciados no cotidiano da vida dos indivíduos- conforme, esse caso, a doença- é que podemos perceber a forma visceral como essas distinções são construídas socialmente.</description>
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<title>Morte Masculina: Homens Portadores do Vírus da AIDS sob a Perspectiva Feminina</title>
<description>A contaminação das mulheres pelo vírus da AIDS por meio da relação sexual com seus próprios maridos ou parceiros fixos é um dos principais focos de expansão de epidemia. As diferenças dos demais acometidos pela doença, como os homossexuais, os usuários de drogas e as prostitutas, explicita as ambigüidades inerentes à própria relação de aliança e á relação conjugal. O objetivo do presente artigo é analisar de que modo a contaminação pelo vírus HIV é elaborada dentro da relação conjugal. As representações das mulheres contaminadas por seus maridos, em nível mais analítico, ante à doença são condizentes com os valores de gênero que estruturam as relações entre homens e mulheres dentro dos grupos populares. A partir deste ponto de vista, as mulheres poderiam ser tomadas ou se perceberem como vítimas e a responsabilização de seus parceiros pela contaminação, a ruptura da aliança se apresentaria como o desfecho natural da situação, não culpam o marido pela contaminação. Nenhum dos 40 casos acompanhados houve separação em conseqüência da doença. As mulheres reconhecem a necessidade fisiológica dos homens em termos sexuais, seus maridos são potencialmente bons, porém, ao mesmo tempo, facilmente corruptíveis. A esposa tentar deletar essas más influências, tido como impossível. Segundo as mulheres, os homens não conseguem sobreviver muito tempo sem ter uma mulher que se ocupe deles. São bastante resistentes à idéia de separação, que corresponde à cumplicidade para com a morte masculina, para elas, ainda, conseguir evitar as doenças oportunistas ou curá – las já é prova dessa sua resistência física. Quando doentes, não hesitam em fazer apelo à Medicina, pois o que lhes interessa é debelar os sintomas e doenças que se apresentam. Já os homens encaram sua condição de portadores do vírus HIV de forma totalmente diferente, não aceitam a doença, ou seja, não se conforma a uma realidade imposta por exame médico, recusam a ter acompanhamento médico. Na visão feminina, a única forma de enfrentar a doença é evitando os fatores que se encontram na origem de grande parte das doenças. As diferentes maneiras de enxergar o mundo, definidas já na própria socialização, ou seja, na definição de gênero. Identificar uma inversão de gênero na forma como a doença é atualizada.</description>
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<title>AIDS e Sexualidade entre Universitários Solteiros de Porto Alegre: um Estudo Antropológico</title>
<description>Este trabalho pretende discutir as concepções de risco e o comportamento preventivo contra a Aids entre jovens universitários solteiros de Porto Alegre, tem revelado altos índices de infecção pelo HIV, pertencendo ao grupo das possuidoras de imunidade ideológica contra a Aids. O que enfatizamos é a necessidade de perceber os significados socialmente construídos de Aids, de corpo e das relações sexuais e afetivas que estão sendo produzidos e vivenciados no cotidiano do grupo pesquisado. Entre as formas de transmissão salientaremos a sexual, em razão de ser a mais freqüente e de sugerir questões sobre sexualidade e afetividade. Uma das grandes dificuldades da prevenção contra a infecção provém dessa identificação da referida doença com um comportamento desviante/marginal. Os jovens evocam tanto uma concepção de não responsabilidade da infecção pelo HIV quando o discurso sobre a contaminação diz respeito a uma pessoa conhecida ou próxima, quanto uma concepção de responsabilidade pessoal da infecção pelo vírus, quando o discurso sobre a contaminação diz respeito à população em geral. O grande desafio é a produção de estratégias que permitam negociar a prevenção sem esquecer de lidar com os julgamentos morais sobre a Aids, caracterizados pelo desvio e pela marginalidade. Essa visão dificulta a prevenção da doença, uma vez que os desviantes/marginais são sempre os outros. Onde o namoro baseia – se na fidelidade enquanto valor e na noção de amor como garantia de confiança no parceiro. A paixão por sua vez é vista como súbita e efêmera, o que faz os pesquisados assumirem a importância de procedimentos preventivos contra a Aids, porém a paixão é experiência em que há predomínio da emoção sobre a razão, na qual não é possível controlar o desejo. Já o ficar é envolvimento momentâneo e descompromissado, no qual os valores da liberdade, autonomia e prazer pessoal estão colocados. Como a troca de fluídos durante a relação sexual supõe trocas de secreções e também de emoções, sentimentos e expectativas que não estão previstas nesse tipo de envolvimento afetivo há percepção da necessidade do uso do condom. Existe a possibilidade de que fatores de ordem física intervenham nas negociações da prevenção, como o tamanho do preservativo, a quebra do ritmo e a falta de sensibilidade durante a relação sexual. A idéia de morte, consubstancializada no preservativo, também se faz presente e lembra, que a escolha pela vida deve incluir, necessariamente, a morte em sua trajetória.</description>
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<title>Um Retrato de Rose: consideração sobre processos interpretativos e elaboração de história de vida</title>
<description>Em nosso meio devemos viver com dignidade e respeito com direitos e deveres, para vivermos em paz com a sociedade e nossa família que é o amor maior de nossas vidas, que Deus pode nos dar. 									A história de Rose retrata uma vida inteira de descaso, maus tratos, perturbações e espancamentos, justamente pela pessoa que deveria ser o seu exemplo e seu porto seguro, seu pai. Na verdade o pai de Rose deveria ser o seu melhor amigo e companheiro para cuidar dela e acompanhá-la pela a vida toda, com muito carinho e amor, mas na realidade de Rose ele é o seu maior inimigo, que á rejeitou desde a gestação, quando descobriu que a criança seria uma menina. E seu pai como só ia pelo lado ruim, como macumba, ceitas de magia negra e às vezes obrigavam as crianças a assistirem aos encontros de bruxarias, e além de tudo isso as sessões de espancamentos em toda família e principalmente em sua mãe. 			Na sua história de vida com todas essas perturbações ela desenvolve um problema psiquiátrico e acaba ficando internada, aí começa a interpretação de seu quadro de doença. Então ela sara e vai para casa onde não tem paz, com isso ela fica grávida e com tantos problemas e sem apoio nenhum acaba provocando aborto. A sua vida repleta de conflitos e desunião, a única pessoa que a apoiava era um namorado.
A nossa vida é uma escola onde devemos ter amor, carinho e bons exemplos desde cedo, mas se não temos em casa fica difícil de tornar uma pessoa de bem, portanto, casos como esses devem ser denunciados para algum órgão competente tomar as providências cabíveis. Se isso tivesse acontecido com Rose com certeza ela teria um futuro muito melhor, como procurar a estudar, seguir uma religião que fala de nosso Deus, e tentar tirar a sua mãe e sua família deste tipo de criação que havia tido. E em nossos consultórios que esses médicos e suas equipes multidisciplinares tenham e terão mais carinho e paciência na hora de fazer um histórico desse tipo de paciente e também de sua família e sua criação.</description>
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<title>Motivação para Doar e Receber: estudo sobre transplante renal entre vivos</title>
<description>Observamos que durante esse periodo de convivio hospitalar e de doença, o paciente questiona uma série de valores, pois a situação passa a ser vista como aprendizado de vida, um tempo privilegiado para refletir e mudar.Neste sentido, o tempo ali despendido, que pode ser considerado ¨morto¨em relação ao trabalho, pois é o não trabalho, adquire outro valor, pois é tempo de aprender com as exigências dos outros doentes inclusive, com as crianças que fazem hemodiálise e de mudar valores e hábitos.
    Vemos, por meio destes relatos que a questão do transplante ultrapassa procedimentos cirúrgicos e médicos.O que determina o sucesso do tranplante é , muitas vezes o quanto esses sujeitos estavam de fato inseridos em sua rede de relações familiares, jã que é dessas relações que saíra o apoio para o transplante entre vivos.A questão biológica, a da compatibilidade consanguinea, que pode ser uma das caracteristicas do parentesco e que é favorável em termos médicos, torna-se aspecto secundário para os envolvidos, em virtude de aspectomais sociais.
   São esses sistemas  de trocas de cuidados e bens simbólicos ou não, que se estabelece entre doador e receptor após o transpalnte.A hierarquia pode ser sucintamente denominada englobamento do contrario e, no caso, ambos doador e receptor são elementos complementares da mesma totalidade, a família.O englobamento do contrário na relaçao entre doador e receptor se estabelece por intermédio do ato de doação, pois quando um doa algo que falta do outro, saúde, uma situação hierárquica se forma, unificando os dois elementos.Em geral, o doador, antes da doação, sente-se em divída com seu parente e, através do ato de doar, não só lhe demonstra agradecimento, reconhece e reafirma sua importância para a família, como também, pelo gesto da doação de seu bem mais precioso, a saúde pode temporariamente de uma posição inferior para uma superior, alternando sua posição e seu valor no sistema familiar.</description>
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